Eu ansiava seu corpo, desejava entrelaçar minhas pernas no seu tronco, sentir suas mãos envolverem minhas costas deliciando-se na maciez da minha tez enquanto eu lhe agarraria com vigor, beijando com a voracidade de quem necessita engolir para matar a fome, sendo beijada como quem é devorada, consumida, derretida tal qual chumbo na fogueira, dois corpos em combustão, sedentos, insaciáveis, você me seguraria firme pela cintura, eu abraçaria seus ombros, desceria a mão da sua nuca às costas, sentindo a rigidez do seu corpo contra o meu, minha boca contra a sua, minha língua passeando devagarinho nos seus lábios, degustando cada milímetro, para se afundar depressa na sua pele, o aroma do seu hálito como uma droga viciante a qual me persegue, inalando o cheiro do seu pescoço me inebriando como o êxtase de uma montanha-russa em conjunto ao conforto de retornar ao lar após uma longa viagem, e envolveríamos nossos corpos um ao outro com mais violência, com mais urgência, com mais desespero, porque notaríamos que tudo não passava de um sonho, um desses no qual somos conscientes da fantasia e fugacidade, por isso nos deleitaríamos na presença um do outro até os momentos finais de gozo, até a mente despertar para a realidade e sua presença se dissipar na minha frente como miragem de oásis no deserto.

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