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18.11.17

Aquela história que todo mundo conhece e repete na vida..



Eu fico pensando como a gente pode ser meio besta às vezes. Sério. Eu me incluo.. essa historinha que eu vou contar, clichê, mais conhecida que Jesus, mais velha que o rascunho da Bíblia, é narrada, recontada, usada como mote para lindos poemas e frases de efeito internéticos, para indiretas desde os tempos do MSN, um comportamento tipicamente humano, meio tolo.

Quem não conhece o seguinte...

Você deseja muito algo (insira aí alguém, um emprego, dinheiro, excelência numa matéria escolar, sei lá, qualquer tipo de objetivo). 

Você rala muito pra conseguir esse negócio que parece por vezes inatingível, pensa à respeito dele o dia inteiro, pergunta-se se vai vai conseguir, esforça-se, quem sabe até nem dorme por ansiedade..

Você conquista o tão sonhado desejo, e tudo parece muito bom por um tempo (anos, meses, horas, por vezes segundos). O coração dá até uns pulinhos de excitação e satisfação consigo mesmo.

Aí depois aquele "algo" tão distante está assim, pertinho, ao alcance das suas mãos. Fácil. Simples. Basta estalar os dedos e... voilá, está ali.

Você deixa de colocar energia naquilo, afinal, já está contigo. Outras coisas parecem mais interessantes. Outras conquistas verdadeiramente mais excitantes se projetam e tornam seu desejo anterior algo maçante. 

Focando-se em outras coisas, você não nota os sinais de que, pode ser, que o negócio não seja assim tão simples de se manter por perto. Ele te envia sinais, mas num descuido, num piscar de olhos, some. Escapa. Acaba, vai embora  da sua vista, da sua vida.

Aí você só se dá conta de que aquele negócio era importante pra caramba quando ele se vai de vez. E você passa o tempo futuro remoendo para Deus e o mundo o quão foi pego desprevenido. O quão o mundo é injusto, o quão tudo é uma sacanagem para si..

Será que a gente vai ter que andar em círculos e mais círculos e assistir essa sinopse óbvia ocorrendo na vida alheia e nas nossas vidas para termos um pouco mais de zelo e maturidade em lidar com o que é cotidiano e rotineiro?

Não é abdicar de todos os outros objetivos e conquistas por conta de um "algo". Mas saber administrar o que se tem. Valorizar. Na pequenez das horas que temos. Na transitoriedade a que pertencemos.. 

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