Dias atrás foi o “Dia do Amigo” – pelo menos no Brasil – e hoje é a mesma celebração nos Países Baixos e eu me peguei pensando que não sou uma pessoa com milhões de amigos, acho que nunca conseguiria administrar vínculos profundos com tantas pessoas (tem quem tire isso de letra), mas as amizades que tenho, sejam de longa data ou mais recentes, são as melhores que eu poderia ter.
Muita gente confunde amizade com coleguismo, com convivência. Por vezes aquela pessoa do seu trabalho, da turma do crossfit, da galera da balada, da turma do RPG ou do grupo de mães, pode ser uma pessoa agradável com quem você tem pontos em comum, mas se a convivência for interrompida, não sobra mais nada, porque o único vínculo que os mantinha findou.
Em contrapartida, esse coleguismo também pode te introduzir uma amizade que será eterna. Por vezes a amizade não é cheia de saídas recorrentes e mesas de bar e fotos bonitinhas, afinal, adultos têm suas famílias e afazeres e em algumas situações, distâncias geográficas, mas existe ali uma confiança mútua, um bem-querer profundo e um apoio.
Amizade não é só sair para curtir a vida, tirar fotos bacanas e partilhar dos mesmos hobbies – lembrando que isso são coisas maravilhosas que eu adoro fazer com meus amigos sempre que possível – , mas é também se mostrar vulnerável, expor suas fragilidades e acolher o outro quando este faz o mesmo. É estar lá para seu amigo nos momentos difíceis, quando seu amigo não está no melhor momento dele. É também ser capaz de celebrar as conquistas dele, mesmo quando você não está no seu melhor momento de vida (sim, por mais estranho que soe, nem todos conseguem)..
Então, é isso, Feliz Dia do Amigo, que pode ser todos os dias. Cultive suas amizades, descentralize um pouco o foco apenas no seu parceiro romântico. Ah, lembrando que familiares podem ser grandes amigos também.
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