Quanto mais você me quer
Mais eu te quero, meu bem.
Quanto mais você corresponde
Aos meus solfejos de carinho
Mais eu dilato meu ardor.
Sou dessas pessoas que gosta
De quem gosta dela também.
Eu arrepio o couro cabeludo
Meu fôlego vai à loucura
Por quem é louco por mim.
Nunca fui dessas tristonhas
Que sonham plafonicamente
Com divindades intocadas,
Que enjoam quando recíproco,
Que não aguentam a realidade.
Ao sentir fascínio real ao meu corpo
(Das protuberâncias carnais e espirituais que carrego)
Ao sentir que se dispõe a descobrir
Da lascívia, brasa ao âmago da mente
Eu me rendo, eu me comprazo!
Mas se não sinto o mesmo fugor,
Tenho o defeito de minguar fácil...
Como flor viva murchando
Como fogueira na tempestade
Animal definhando sem alimento.
(E a paixão outrora ardorosa se torna apenas um passado irreconhecível...)
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Divaga um pouquinho comigo...