Infestada de sonolência na madrugada adentro, a mente se prepara para se desligar da realidade (mas não por completo).
E é nesse meio estado de pré-dormir que rostos conhecidos aparecem sem sentido ou coerência.
O cotidiano se desmonta em alguma situação tão irreal e ao mesmo tempo tão normal. "Como nunca pensei nisso?"
E então no peito se aglomera uma sensação fúnebre. A cor acinzentada, a inconsciência de tempo-espaço ou de vida e morte se unem.
O Escuro...
Escuro que a gente nem vê direito.
(E ele está o tempo todo atrás de nós, das crianças, de nossos parentes, de nossos amores, de nossa família, da natureza)
O Escuro.
Escuro que a gente nem percebe.
Só se pensar muito.
Só se sair da realidade...
(Publicado originalmente em 26 de janeiro de 2010)
(Publicado originalmente em 26 de janeiro de 2010)
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